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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

APOSTILA DE CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS - SINTAXE - TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO.

Exercícios (Conhecimentos Linguísticos – Sintaxe)

1) Leia o trecho do romance de Graciliano Ramos.

Não se conformou: deveria haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passara a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria! [...]

Graciliano Ramos. Vidas secas.

Rio de janeiro: Record, 2008, pág.94.

a ) Considerando o aspecto sonoro, que tipo de frase mais aparece no trecho?

b) Indique as frases exclamativas do trecho.

c) O que expressam essas frases exclamativas?

d) Agora, copie do trecho a frase interrogativa e transforme-a em frase declarativa afirmativa. Explique a diferença que há entre as duas.

2) As frases a seguir indicam situações que podemos vivenciar em nosso cotidiano. Diante de cada situação, como as pessoas envolvidas poderiam se expressar? Construa uma frase verbal e uma nominal para cada situação.

a) Paulo encontra-se no hospital. De repente ouve alguém gritar que há um incêndio no prédio. Ele também quer avisar as outras pessoas.

b) Em plena aula de redação, Carlos, que tinha muita dificuldade para elaborar um texto, recebe um elogio da professora.

c) Um político, conhecido pelos seus hábitos de corrupção, passeia tranquilamente em um Shopping Center. Algumas pessoas sentem-se indignadas com a presença dele e resolvem expressar essa indignação.

d) Na maioria das grandes cidades, há um fluxo muito grande de carros, o que tem contribuído para a lentidão do transito. Você é um cidadão preocupado com os problemas de sua cidade e resolve mandar um recado aos motoristas.

3)Leia:

O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aros, com fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. [...] Clarice Lispector. A legião estrangeira.

São Paulo, Siciliano, 1992, pág.9.

a) No trecho, encontramos frases verbais?

b) Que classe gramatical predomina nas frases transcritas ?

c) Como estas frases se classificam quanto ao aspecto morfológico?

4) Toda frase verbal é também um período. Leia os períodos do trecho a seguir:

[...] Começa com um índio tocando flauta na selva. E as índias jovens ouviam-no. Saí para procurar ver quem era o guapo índio que a tocava foi só um passo. O segundo passo foi encontrar o músico e cair para trás com uma bruta decepção. Elas, tolinhas, achavam que coisa bonita só pode vir de gente bonita. E caprichosas, malcriadas, empurravam o índio feio para fora da clareira, ele então fugiu [...]

Clarice Lispector. Como nasceram as estrelas: doze lendas.

Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1987.

a) Destaque os verbos e as locuções verbais.

b) Classifique estes períodos. Justifique.

c) “Começa com um índio tocando flauta na selva.” Pode-se dizer que essa frase é também uma oração? Explique.

5) Observe o anúncio da Bayer:

Projetos Vencedores

* Criação da 1ª Reserva Particular de Patrimônio Natural Urbana brasileira, em Cascatinha, Curitiba (PR).

* Agendas Civis para a Amazônia: perspectivas para o futuro desta região.

* Agindo localmente, pensando globalmente: conscientização ambiental na comunidade de Patrocínio (MG).

* Estudo hidrológico comparativo na região serrana sul brasileira: uma ponte entre os recursos hídricos e florestais.

Os Autores destes quatro projetos vão representar o ambientalismo brasileiro no encontro Internacional dos Jovens Embaixadores Ambientais. Saiba mais informações em www.bayer.com.br

Bayer Yong Environmental Enjoy

a) A maioria das frases que aparecem no anúncio são frases nominais. Justifique.

b) ”Os autores destes quatro projetos vão representar o ambientalismo brasileiro no Encontro Internacional dos jovens Embaixadores Ambientais.”.

*É uma frase verbal ou nominal? Por quê?

*Essa frase constitui um período simples ou composto?

6) Classifique os períodos em Simples ou Compostos:

a) Na plataforma da rodoviária, Irene espera o namorado em vão, com as passagens na mão e um olhar muito triste.

b) ”E era uma história feita de coisas eternas e irredutíveis: de ouro, amor, liberdade, traições[...]” (Cecília Meireles).

c) A gravidez na adolescência é um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil.

d)”João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente [...]” (Rubem Braga).

e) ”[...] Minhas palavras são extensões do meu corpo [...]” (Rubem Alves).

Quais deles são formados de oração absoluta? Explique.

7) Releia o período:

”João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente [...]”. Quantas orações há nesse período?

8) Leia o trecho e observe os verbos destacados:

“A dona esperava impaciente sob o guarda sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa nudez que nem pai nem mãe compreenderiam [...]. Clarice Lispector. A legião estrangeira.

São Paulo. Ática, 1989 pág. 60.

a) Qual é o sujeito de cada um dos verbos ?

b) Classifique esses sujeitos.

c) ”O basset ruivo afinal despregou-se da menina [...].” Qual é o núcleo do sujeito dessa oração?

d) A partir da oração do exercício anterior, elabore uma outra transformando o sujeito simples em composto.

e) Quantos predicados verbais há no trecho? Transcreva-os.

f) Quantos predicados nominais há no trecho? Transcreva-os.

g) Quantos predicados verbos-nominais há no trecho? Transcreva-os.

9) Leia os versos a seguir:

Mundo grande

[...] Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Os homens estão cá fora, estão na rua.

A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.

Mas também a rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo

O mundo é grande [...]

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988, págs. 73-74.

a) Em cada verso há uma ou duas orações (períodos). Informe os verbos dessas orações com seus respectivos sujeitos. Classifique-os.

b) Quantos versos há na poesia e quantas estrofes ?

c) Que tipo de sujeito predomina nos versos ?

d) Considerando a posição do sujeito, em que ordem se encontra o último verso do poema ?

e) No 1° verso desse trecho, qual é o núcleo do sujeito ? A que classe de palavra pertence?

f) Indique um PV e PN, retirados da poesia e se núcleo.

10) Leia algumas manchetes publicadas no jornal folha de São Paulo, no dia 04 de maio de 2007.

Em seguida, aponte o sujeito de cada uma delas, indique os núcleos e classifique esses sujeitos.

a) ”Aposentadoria é sonho para agricultores da China”.

b) ”Geopolítica do foguete volta à moda”.

c) ”Panorama para mulheres evolui aos poucos no país”.

d) ”Ocupação feminina chega a 56% no ensino superior”.

e) ”Pela lei, comprador e vendedor respondem juntos por defeitos”.

f) ”Bolsas perdem dois PIBs do Brasil”.

11) As orações a seguir possuem um mesmo tipo de estrutura em relação ao sujeito. Que estrutura é essa? Justifique sua resposta.

a) Havia muitos casos estranhos naquele jornal.

b) No momento da explosão, fazia muito calor na sala.

c) Bem, ainda é muito cedo!

d) Deve haver maus políticos envolvidos no escândalo.

e) Está chovendo muito neste verão.

12) Releia a primeira oração do exercício anterior:

“Havia muitos casos estranhos naquele jornal.”

a) Escreva essa oração mudando o verbo haver pelo verbo existir.

b) Que mudança ocorreu?

c) Classifique o sujeito da oração transformada.

13) Releia os períodos a seguir:

*Em seus momentos mais aflitos, os garotos corriam pela floresta; eles gritavam o nome do instrutor, choravam e tentavam achar o caminho de volta para casa.

*Naquela tarde chuvosa, receberam o salário e logo foram comprar os alimentos de que necessitavam.

*Não podia ser um momento mais propício do que aquele em que fizeram a reivindicação por melhores condições de trabalho.

a) Nos três períodos, há orações com verbos flexionados na terceira pessoa do plural. Em apenas um deles, o sujeito dessa forma verbal não é indeterminado. Indique o período e diga por que.

b) Escreva as orações com sujeitos indeterminados, de forma que os sujeitos se tornem determinados.

14) Leia o trecho:

[...] Genoveva acendeu uma vela. Depois foi sentar-se na soleira da porta e pediu-lhe que contasse alguma coisa das terras por onde andara. Deolindo recusou a princípio; disse que se ia embora, levantou-se e deu alguns passos na sala. Mas o demônio da esperança mordia e babujava o coração do pobre diabo e ele voltou a sentar-se, parar dizer duas ou três anedotas de bordo. Genoveva escutava com atenção. Interrompidos por uma mulher da vizinhança, que ali veio, Genoveva fê-la sentar-se também para ouvir ”as bonitas histórias que o senhor Deolindo estava contando, não houve outra apresentação. [...]

Machado de Assis. Contos

São Paulo: FTD 2002 pg.137.

a) Indique e classifique o sujeito dos verbos acender, sentar-se e pedir.

b) Indique que personagem os sujeitos elípticos (ocultos) dos verbos dizer, ir, levantar-se e dar representam.

c) Releia o trecho:

“Mas o demônio da esperança mordia e babujava o coração do pobre diabo e ele voltou a sentar-se, parar dizer duas ou três anedotas de bordo.”

*Qual o sujeito dos verbos destacados?

*O pronome ele (determinado e não oculto), sujeito simples de “voltou a sentar-se”, refere-se a que personagem?

d) Em “que ali veio”, qual é a classe gramatical do termo destacado? A quem ele se refere e qual sua função sintática?

e) Identifique, no trecho, a única oração sem sujeito e justifique sua ausência.

15) Copie o sujeito das orações abaixo, circule seu núcleo quando houver e classifique-o:

a) Ontem faltou apenas um professor.

b) Naquela rua, ocorreu um acidente ontem.

c) Na segunda-feira, chegou uma visita para nós.

d) Naquela enchente, morreu uma criança.

e) Já deu uma hora.

Obs.: Os sujeitos dos períodos acima estão na ordem inversa.

f) Aquele senhor não conseguiu entrar no ônibus.

g) Voltem para casa mais cedo, meninas!

h) Durante o jantar, caíram pratos e copos no chão.

i) Instalaram uma nova emissora de rádio na cidade.

j) Na primavera, sempre há muitas flores nos jardins e árvores.

l) No clube, só se fala do campeonato de vôlei.

m) Com o frio, geou em muitas cidades do Sul.

n) Nossa, como faz calor no Nordeste.

o) Que fazes aqui, sozinha, a esta hora ?

Obs.: Os sujeitos dos períodos acima podem estar na ordem direta ou inversa.

16) Leia um trecho da música “A banda” de Chico Buarque de Hollanda:

Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

Para ver a banda passar

Tocando coisas de amor

A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Para ver a banda passar

Cantando coisas de amor

(...)

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou

A moça feia debruçou-se na janela

Pensando que a banda tocava pra ela (...)

Agora, faça a análise sintática, separando em sujeito e predicado as orações retiradas do texto. Observe o exemplo:

“O meu amor me chamou”.

Sujeito simples: O meu amor

Núcleo sujeito: amor

Predicado Verbal: me chamou

Núcleo PV: chamou (ação)

a) ”Estava à toa na vida”.

b) ”A minha gente sofrida/despediu-se da dor”.

c) ”O velho fraco se esqueceu do cansaço”.

d) ”e pensou”.

e) “ainda era moço”.

f) ”A moça feia debruçou-se na janela”.

17) Grife o predicado das orações abaixo, classificando-os em Predicado Verbal (PV), Predicado Nominal e Predicado Verbo-Nominal. Circule o núcleo de casa um dos predicados:

a) A criança lhe obedecia cegamente.

b) Eu parecia exausto.

c) A noite estava estrelada.

d) Ele saiu cedo.

e) João encontrou a namorada abatida.

f) O motoqueiro anda cansado.

g) Eu tenho um vidro de tinta.

h) Rezo minhas preces todas as noites.

i) O juiz julgou acertada a opinião das testemunhas.

j) Todos acharam Sônia encantadora.

l) A máquina de escrever precisa de reparos.

m) A lua permanecia escondida.

n) Gosto muito de livros.

o) O homem recebeu a notícia eufórica.

p) O rapaz parece preocupado.

q) Susana era jovem.

r) Encontrei alguns amigos no cinema.

s) Todos estavam animados.

18) Leia as alternativas abaixo e assinale somente as corretas:

a) ( )Em uma oração, sempre que houver verbo de ligação haverá predicativo do sujeito.

b) ( )Nunca haverá predicado nominal se o verbo da oração for de ação.

c) ( )Só há predicado nominal com verbo de ligação.

d) ( )O predicado verbal é formado por verbos de ação.

e) ( )O predicado verbo-nominal só tem um núcleo.

19) Complete os predicados nominais abaixo com o predicativo do sujeito. Grife o verbo de ligação:

a) A festa estava _________.

b) A mulher parecia muito _________ durante a reunião.

c) A chuva continua _________.

d) Meus pais estão _________ por causa da viagem.

e) Depois do acidente, Mário ficou _________.

20) Leia o texto e responda as questões:


Século do Progresso

A noite estava estrelada.

Quando samba se formou

A lua veio atrasada

E o samba começou.

Entretanto, ali bem perto,

Morria de um tiro certo

Um valente muito sério,

Professor dos desacatos.

Ensinava aos pacatos

O rumo do cemitério.

Chegou alguém apressado,

Naquele samba animado

Que, cantando, assim dizia:

No século do progresso

O revólver teve ingresso

Pra acabar com a valentia.

Noel rosa. In Literatura Comentada

São Paulo, Abril Educação, 1982.


a) Em relação à primeira oração: “A noite estava estrelada”:

* Copie o predicado e classifique-o:

* Classifique o verbo quanto à predicação:

* Dê a função sintática da palavra estrelada.

b) Das orações “A lua veio atrasada” e “Chegou alguém apressado”:

* Copie o sujeito e o predicado de cada uma:

* Classifique o predicado:

* Dê a função sintática das palavras atrasada e apressado.

c) Faça a análise sintática das orações:

* “... o samba começou”.

* “Ensinava aos pacatos/ o rumo do cemitério”.

21) Some as duas orações (PV+PN) e escreva uma terceira com predicado verbo-nominal:

a) A moça chegou ao shopping. A moça estava cansada.

b) Os alunos assistiam à peça. Os alunos estavam interessados.

c) Nós elegemos Carlos. Carlos será representante de classe.

d) O juiz julgou o réu. O réu era inocente.

22) Reescreva as orações com predicado verbo-nominal, transformando cada uma delas em duas orações: uma com predicado verbal/ outra com predicado nominal:

a) Nervosa, Maria leu a notícia.

b) Vamos eleger Eduardo presidente do clube.

c) Os visitantes, apressados, retiraram-se.

d) Julguei sua atitude desonesta.

23) Classifique as palavras destacadas em predicativo do sujeito ou predicativo do objeto :

a) Marta encontrou Fernando agitado.

b) O bebê dorme tranqüilo.

c) Este animal é selvagem.

d) Julgamos importante a escola.

e) O metrô nunca chega atrasado.

f) Todos o chamavam de palhaço.

24) Leia o trecho a seguir:

Todos os anos, no dia de seu aniversário, o patrão oferece-nos um almoço. Um gigantesco toldo é montado no pátio da fábrica e ali, em compridas mesas, sentamos todos, os seiscentos e tantos operários, os capatazes, os chefes de seção, para saborear uma lauta e substancial refeição: salada de bata, frango, arroz, feijão, massa. Um cardápio escolhido pelo próprio patrão que é, como ele mesmo faz questão de assinalar, uma pessoa de gostos simples. Mas com o pé na terra.

Moacyr Scliar. A ovelha de Van Gogh: contos.

São Paulo. Companhia das Letras, 1989, pág.103.

a) Indique o sujeito e o predicado da primeira oração do trecho.

b) Quantas orações há no segundo período do trecho?

c) Identifique o sujeito de casa uma dessas orações (letra B) e classifique-os.

d) Indique e classifique o predicado da primeira oração do segundo período.

25) Leia um trecho do romance Vidas Secas:

“Fabiano roncava de papo para cima, as abas do chapéu cobrindo-lhe os olhos, o quengo sobre as bonitas de vaqueta. Sonhava, agoniado, e Baleia percebia nele um cheiro que o tornava irreconhecível. Fabiano se agitava, soprando. Muitos soldados dos amarelos tinham aparecido, pisavam-lhe os pés com enormes reiunas e ameaçavam-no com facões terríveis”.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

Rio de Janeiro, Record,2008,pág.82

a) Apenas um dos verbos destacados não é significativo, ou seja, indica estado ao invés de ação. Que verbo é esse?

b) Indique e classifique o sujeito das formas verbais: roncava, sonhava, se agitava, tinham aparecido.

c) Indique e classifique o predicado dos seguintes sujeitos:

*Fabiano -___________________________________________________________________________________

*Ele (Sujeito elíptico ou oculto) -_________________________________________________________________

*Muitos soldados amarelos –____________________________________________________________________

26) Leia as frases:

* No Aquário de São Paulo há diversão garantida com muitas atrações.

* Os alunos do 9º ano prestaram uma homenagem ao professor de matemática.

*Existe, no Brasil, um grande número de indigentes.

* A leitura de um bom livro amplia nosso conhecimento.

* No processo de urbanização, surgiram às favelas.

* A melhoria de vida nas grandes depende de transformações sociais.

a) Indique os verbos das orações. Todos os períodos são simples? Justifique.

b) Informe a função sintática desses verbos. Justifique.

c) Classifique os predicados das orações. Justifique sua resposta.

27) Leia as frases a seguir:

* O trânsito permanece caótico nos grandes centros.

* A realidade nas periferias das cidades torna-se preocupante para os governos.

* A vida no campo parece mais tranquila.

a) Nessas frases verbais há um tipo comum de verbo. Qual é?

b) Esse tipo de verbo forma qual predicado?

28) Leia o trecho a seguir:

“O Saci é um menino fantástico, brasileiro, negro. Tem só uma perna e o olhar muito esperto. Costuma vestir uma touca vermelha e trazer na boca um cachimbo porque gosta de fumar. Muita gente o tem como um ser maléfico. Mas isso é exagero. O Saci é endiabrado, mas não diabólico. É mais dado a brincadeiras que a malefícios. Astuto, tinhoso, diverte-se fazendo gozações,dando sustos, aprontando trapalhadas.

Segundo o folclorista Câmara Cascudo, o Saci pronto e acabado como o conhecemos – é originário do Sul do Brasil. Em Roma e Portugal, há seres semelhantes a ele. E, recentemente, Há quem diga ter notado sua presença na Austrália, em Madagascar e na famosa excursão Londres-Liverpool-Dublin.

Samir Meserani. Os incríveis seres fantásticos.

São Paulo: FTD, 1997, pág. 25

a) Para representar algumas características do Saci na primeira oração, ou seja, para usar os adjetivos (nome morfológico) ou predicativo do sujeito (nome sintático), qual é o verbo usado?

b) Que tipo de verbo é esse (nome) e qual sua função?

c) “O saci é um menino fantástico, brasileiro, negro”. As palavras destacadas referem-se ao sujeitou “saci”. Que nome recebem essas características do sujeito contidos no predicado?

d) Que termo funciona como núcleo nesse predicado?

e) Como se classifica esse predicado?

f) ”Mas isso é um exagero”. Sobre essa oração indique:

*O sujeito e o predicado -

*O tipo de verbo quanto à predicação –

*O predicativo do sujeito –

*O núcleo do predicado –

*O tipo de predicado –

29) Leia os versos de Carlos Drummond de Andrade:

Clara passeava no jardim com as crianças.

O céu era verde sobre o gramado,

A água era dourada sob as pontes,

Outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados,

O guarda-civil sorria, passavam bicicletas,

A menina pisou a relva para pegar um pássaro,

O mundo inteiro, a Alemanha, a China, tudo era tranqüilo ao redor de Clara [...]

Calos Drummond de Andrade. Poesia e prosa.

Rio de janeiro: Nova Aguilar, 1988, pág.72.

a) Indique e classifique quanto à predicação, o verbo do 1º verso. (*)

b) Classifique o predicado nesse verso, indicando seu núcleo.

c) ”a menina pisou a relva [...]”. Classifique o predicado.

e) Qual é o núcleo dos predicados nesse verso?

f) Identifique os versos formados de predicado nominal e copie os predicativos se deus respectivos sujeitos.

30) Nas orações a seguir, identifique os predicativos e classifique-os em predicativo do sujeito ou do objeto:

a) Naquela noite, tudo parecia tranqüilo na cidade maravilhosa.

b) Os rapazes encontraram a garota desfalecida no parque.

c) Muitas pessoas o consideram um rapaz bastante elegante.

d) O diretor da escola saiu desanimado da reunião; os professores estavam indiferentes em relação ao trabalho sobre cidadania.

31) Leia, a seguir, trechos do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

* “Fabiano sentou-se desanimado na ribanceira do bebedouro [...]”.

* “Os braços penderam, desanimados”.

* “Fabiano ouviu os sonhos da mulher, deslumbrado [...]”.

* “E Baleia fugiu precipitada [...]”.

a) Identifique e classifique os predicados das orações.

b) Identifique e classifique os predicativos.

c) Indique os núcleos dos predicados.

d) Classifique os predicados.

32)Leia as orações a seguir:

*Os governadores saíram animados da reunião com o presidente.

Os alunos realizaram a pesquisa felizes.

*Os governadores pareciam animados na reunião com o presidente.

Os alunos continuaram felizes com a pesquisa.

a) Agora, compare os dois blocos. Em seguida, destaque e classifique os predicados.

b) Destaque e classifique, em seguida, os predicativos do sujeito.

ATIVIDADE AVALIATIVA OBJETIVA - CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS - TERMOS ESSENCIAIS DE UMA ORAÇÃO.

AVALIAÇÃO – ESTUDOS LINGUÍSTICOS - SINTAXE

1 )Assinale a alternativa que interpreta corretamente o sujeito das seguintes orações:

I – Gabava-se das coisas mais corriqueiras o coronel.

II – Compreendiam-se as razões dela.

III – Um dia após o outro mencionou-se o jantarzinho medíocre.

a) ( )Em I, II e III temos sujeitos indeterminados.

b) ( )Em I, temos sujeito expresso.

c) ( )Em I, II, e III temos sujeitos expressos.

d) ( )n.d.a.

2)Observe as orações a seguir:

I – Dizem por aí tantas coisas.

II – Nesta faculdade acolhem muito bem os alunos.

III – Obedece-se aos mestres.

O sujeito está indeterminado em:

a) ( )Somente na I.

b) ( )Na II somente.

c) ( )Na III somente.

d) ( )Em duas delas somente.

e) ( )Nas três orações.

3)Assinale a única alternativa que apresenta uma oração sem sujeito:

a) ( )”Marina, morena Marina, você se pintou.”

b) ( )”Era uma primavera na serra...”

c) ( )”A serra do Rola-moça não tinha esse nome não.”

d) ( )”Sonhei que tu estavas tão linda...”

e) ( )Nada justifica a tortura.

4) ”Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heróico o brado retumbante...”

O sujeito da afirmação com que se inicia o Hino Nacional é:

a)( )Indeterminado.

b)( )Um povo heróico.

c)( )As margens plácidas do Ipiranga.

d)( )Do Ipiranga.

e)( )O brado retumbante.

5) Nas orações a seguir:

I – As chuvas abundantes, pródigas, violentas, fortes, anunciaram o verão.

II – Eu e você vamos juntos.

III – Vendeu-se a pá.

a) ( )Composto, simples, indeterminado.

b) ( )Composto, composto, indeterminado.

c) ( )Simples, simples, oculto.

d) ( )Simples, composto, “a pá”.

e) ( )Composto, simples, “a pá”.

6) Classifique o sujeito na seguinte oração: “Aí lhe amanheceram dias de perfeita ventura”.

a) ( )Sujeito simples.

b) ( )Sujeito oculto.

c) ( )Sujeito indeterminado.

d) ( )Sujeito inexistente.

e) ( )n.d.a.

7)Assinale a oração cujo sujeito não é indeterminado:

a) ( )Soa um toque áspero de trompa.

b) ( )Falou-se de tudo na reunião.

c) ( )Precisa-se de carpinteiro.

d) ( )Batem à porta.

e) ( ) n.d.a.

8) Identifique a(s) frase(s) verbais onde o sujeito da oração está destacado corretamente:

a) ( )As palavras só faltavam desmanchar-se na boca da gente.

b) ( )Machucou-as, tirou-lhes as espinhas.

c) ( )Ela sofreu no Brasil ao contato do senhor com o escravo.

d) ( )Dissolveram-se nela as línguas africanas.

e) ( )Opondo-lhe um português quase de estufa.

9) Identifique a alternativa em que o verbo destacado não é de ligação.

a) ( )A criança estava com fome.

b)( )Pedro parece adoentado.

c)( )Ele tem andado confuso.

d)( )Ficou em casa o dia todo.

e)( )A jovem continua sonhadora.

10)Assinale a alternativa que contém uma oração sem sujeito:

a)( )Ontem fez muito calor.

b)( )Vive-se bem em apartamento.

c)( )Existem muitos apartamentos à venda.

d)( )O dia de ontem foi muito quente.

e)( )Vendem-se apartamentos.

11) Em uma das alternativas a seguir o predicativo inicia o período. Identifique-a:

a)( )A dificílima viagem será realizada pelo homem.

b)( )Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá a alegria de conviver.

c)( )Humanizando tornou-se o sol com a presença humana.

d)( )Depois da dificílima viagem, o homem ficará satisfeito ?

e)( )O homem procura a si mesmo nas viagens a outros mundos

12)”Nesse momento começaram a feri-las nas mãos, a pau”. Nessa frase, o sujeito do verbo é:

a)( )Nas mãos.

b)( )Indeterminado.

c)( )Eles (indeterminado)

d)( )Inexistente ou eles: depende do contexto.

e)( )n.d.a.

13) Em: Clama uma voz amiga: -“Aí tem o Ceará.”, “Aí tem o Ceará” exerce a função sintática de:

a)( )Sujeito composto.

b)( )Sujeito simples.

c)( )Predicado nominal.

e)( )Predicativo do sujeito.

14)Nas seguintes orações:

* “Pede-se em silêncio.”

* “A caverna anoitecia aos poucos.”

* “Fazia um calor tremendo naquela tarde.”

Analisando-as, assinale a alternativa que indica o sujeito de cada uma delas, respectivamente:

a)( )Indeterminado, inexistente, simples.

b)( )Oculto, simples, inexistente.

c)( )Inexistente , inexistente, inexistente.

d)( )Oculto, inexistente, simples.

e)( )Simples, simples, inexistente.

15) Só num caso a oração é sem sujeito. Assinale-o:

a)( )Faltavam três dias para o batismo.

b)( )Houve por improcedente a reclamação do aluno.

c)( )Só me resta uma esperança.

d)( )Havia tempo suficiente para as comemorações.

e)( )n.d.a.

16)Nas orações:

I – “E no céu plúmbeo há uma lia baça.”

II – “Chão, gente, lua e estrelas, tudo está enxuto.”

III – “Disseram muitas coisas lindas.”

IV – “Fala-se em liberdade e sinceridade.”

a)( )Todas têm sujeito indeterminado.

b)( )Só a I tem sujeito indeterminado.

c)( )Nenhuma delas tem sujeito indeterminado.

d)( )Só a III e a IV têm sujeito indeterminado.

17)Em qual das alternativas não há um verbo de ligação ?

a)( ) “O que está em jogo...”

b)( ) “... mas os resultados não foram equivalentes.”

c)( ) “Jatene está convicto...”

d)( ) “... o líder tucano na Câmara estava mal-informado.”

e)( ) “as declarações parecem viáveis.”

18) O professor entrou apressado. O destaque indica:

a)( )Predicado verbal.

b)( )Predicado verbo-nominal.

c)( )Predicado verbal.

d)( )Sujeito

e)( )Predicativo do sujeito.

19)Na oração: “A inspiração é fugaz, violenta,” podemos indicar que o predicado é:

a)( )Verbo-nominal, porque o verbo é de ligação e vem seguido de dois predicativos.

b)( )Nominal, porque o verbo é de ligação.

c)( )Verbal, visto que o verbo é de ligação e são atribuídas duas características ao sujeito.

d)( )Verbo-nominal, pois o verbo é de ligação e vem seguido de dois advérbios de modo.

e)( )Nominal, visto que o verbo tem sua significação completada por dois nomes que funcionam como adjuntos adnominais.

20) “Se Deus cantasse,

Cantaria com a voz de Milton.”

(Elis Regina)

Analise a frase verbal proposta e escolha alternativa que apresenta a afirmação incorreta:

a)( )A conjunção “se” inicia uma oração que indica a idéia de hipótese.

b)( )O segmento “com a voz de Milton” expressa a idéia de instrumento.

c)( )O sujeito da segunda oração é indeterminado.

d)( )Em ambas as orações o predicado é verbal

e)( )n.d.a.

21)A questão seguinte refere-se ao poema Tempo-será, de Manuel Bandeira. Leia-o, atentamente, antes de respondê-la:

A Eternidade está longe

(Menos longe que o estirão

Que existe entre o meu desejo

E a palma da minha mão).

Um dia serei feliz?

Sim, mas não há de ser já:

A Eternidade está longe,

Brinca de tempo será.

a)Os termos longe e feliz são, respectivamente:

a)( )Sujeito e sujeito.

b)( )Predicativo do sujeito e predicativo do sujeito

c)( )Predicativo do objeto e predicativo do sujeito.

d)( )Predicativo do sujeito e sujeito.

e)( )Sujeito e predicativo do objeto.

b)Quantos versos há? Quantas estrofes? Há rimas? Quais são elas?

LIVRO VIDAS SECAS - GRACILIANO RAMOS.

Livro: Vidas Secas.

Autor: Graciliano Ramos.

Editora: Record.

Gênero: Romance.

Ano de Lançamento: 1938.

Principais personagens são: Fabiano, Sinhá Vitória, Menino mais Velho, Menino mais Novo, a cachorra (Baleia) e o papagaio, que a família come para aliviar a fome.
Número de Páginas: 178.

Sinopse:

Vidas Secas, lançado originalmente em 1938, é o romance em que mestre Graciliano - tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto - alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Relatos detalhados da história:

Com a chegada da seca no sertão, Fabiano e sua esposa Sinhá Vitória, os dois filhos, o papagaio e a cachorra Baleia foram forçados a mudar. Caminharam por uma longa jornada na terrível seca. Antes que morressem de fome comeram o papagaio, seguindo a viagem o menino mais velho desmaiou, seguiram carregando o pequeno, foi assim que encontraram uma fazenda abandonada onde se instalaram.

A seca acabou e Fabiano se acertou com o dono da fazenda. Era o vaqueiro daquela terra, logo houve uma ressurreição em todos e tudo. Os meninos, a cadela, Sinhá Vitória e o próprio Fabiano engordaram, na fazenda criaram porcos e bois.

Em um dia Fabiano foi até a cidade comprar o que faltava em casa, antes de ir embora resolveu tomar um copo de cachaça, se sentia por todos enganado acreditando que sempre lhe cobravam mais do que era certo, assim como o patrão que sempre lhe pagava menos com a história dos juros. Foi ai que um soldado amarelo apareceu e o chamou para um jogo de cartas, como o homem era autoridade aceitou, mas logo após a primeira rodada foi embora. O soldado lhe seguiu o pertubando até que Fabiano enraivecido xingou a mãe dele. Com isso foi para cadeia. A ignorância que a pobreza lhe causara não permitiu que ele se explicasse e assim ganhou uma surra e uma noite na prisão.

Mesmo assim a vida melhorara, Sinhá Vitória acreditava que para a felicidade ser praticamente completa bastava uma cama de verdade diferente daquela que possuíam, feita de varas que os incomodavam durante o sono. Os meninos apenas se divertiam no barreiro junto com a cachorra Baleia. O mais novo em uma tentativa de imitar o pai tentou muntar um bode o que só lhe deu uma queda e humilhação por parte do irmão e de Baleia. E o menino mais novo buscando o significado de inferno apenas ficou chateado com a má vontade que lhe explicaram.

O inverno chegou e a família se acalentava frente à fogueira onde travavam pequenas conversas primárias. O natal também chegou e com isto toda a família vestida de roupas novas que só lhes incomodavam foi à missa, tanta gente os assustava e com a lembrança nunca esqueçida da injustiça aprontada pelo soldado amarelo, Fabiano bebeu e saiu a desafiar os homens. Acabou deitado na calçada tirando um cochilo, enquanto Sinhá Vitória fumava e os filhos brigavam com Baleia por ter desaparecido.

Depois desses tempos Baleia adoeceu. Feridas apareceram, o pêlo caiu e ela emagreçeu. Fabiano decidiu matá-la de forma rápida que lhe poupasse o sofrimento. Sinhá Vitória se trancou com os filhos e tampou-lhes os ouvidos. Fabiano com um tiro feriu o traseiro da cachorrinha que assustada se arrastou até os juazeiros onde sem compreender morreu.

Certo dia caminhando pela catinga Fabiano se encontrou com o soldado amarelo que nunca esquecera. Precipitou-se erguendo o facão, mas parou antes de ferir o homem. Viu como ele era um frouxo já que nem se agüentava de tanto tremer. Ficaram frente a frente até que o soldado viu que Fabiano recuara, perguntou-lhe o caminho, Fabiano respondeu tirando o chapéu.

As trapaças do patrão o pertubavam e as contas de Sinhá Vitória sempre mostravam que eles estavam sendo enganados, mas quando foi reclamar o patrão se encheu de fúria e disse que ele podia ir embora, Fabiano perdeu o emprego. Fabiano desculpou-se e foi embora. Nesse contexto a seca voltava.

O bebedouro secava, o rio também, vinham ainda dezenas de pássaros que bebiam o pouco de água que restava aos bichos que emagreciam. Fabiano matava-os, mas eram muitos. Os que ele matava salgavam e guardavam. A seca chegou. Fabiano sabia que era hora de partir, de fugir, mas adiava. Foi então que matou o único bezerro que lhes pertenciam e salgaram junto a carne dos pássaros, trancaram a fazenda e partiram. Sem avisar.

Fabiano se atormentava com as lembranças: o soldado amarelo, a cachorra Baleia, o cavalo que ficou pra morrer já que pertencia ao patrão e ele não podia levá-lo. Mas depois começaram a conversar e as léguas passaram sem nem verem, almoçaram e as esperanças de encontrar uma terra nova onde os filhos teriam futuros diferentes e eles um presente mais digno onde não precisariam fugir da seca, os levou embora.

LIVRO IRACEMA - JOSÉ DE ALENCAR.


Título do Livro: Iracema.

Autor: José Martiniano de Alencar.

Gênero: romance.

Série Bom Livro.

Ano de lançamento: 1865.

Editora: Ática.

Número de Páginas: 75.

Personagens Prinicipais: Martim, Iracema.

Sinopse

Durante uma caçada, Martim se perdeu dos companheiros pitiguaras e se pôs a caminhar sem rumo durante três dias.No interior das matas pertencentes à tribo dos tabajaras, Iracema se deparou com Martim. Surpresa e amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada. Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz.Martim foi recebido na cabana de Araquém, que ali morava com a filha. Ao cair da noite, Araquém havia deixado seu hóspede sozinho, para que ele fosse servido pelas mais belas índias da tribo. O jovem branco estranhou que entre elas não estivesse Iracema, a qual lhe explicou que não poderia servi-lo porque era quem conhecia o segredo da bebida oferecida ao pajé e devia prepará-la.Naquela noite, os tabajaras recepcionavam festivamente seu grande chefe Irapuã, vindo para comandar a luta contra os inimigos pitiguaras. Aproveitando-se da escuridão, Martim resolveu ir-se embora. Ao penetrar na mata, surgiu-lhe à frente o vulto de Iracema. Visivelmente magoada, ela o seguira e lhe perguntou se alguém lhe fizera mal, para ele fugir assim. Percebendo sua ingratidão, Martim se desculpou. Iracema pediu-lhe que esperasse, para partir, a volta, no dia seguinte, de Caubi, que o saberia guiar pela mata. O guerreiro branco voltou com Iracema e dormiu sozinho na cabana.

Relatos detalhados da história.

Iracema era a filha do pajé Araquém da tribo dos tabajaras. Em um dia quando banhava em um rio chegou até ela um estrangeiro, Martim. Assim que o viu a observá-la o atacou com uma flecha, mas a expressão de Martim foi tal que Iracema viu a mágoa que causara e assim se perdoaram. Seguiram então para a tribo da jovem índia, onde ele foi hospedado. Rapidamente os dois se apaixonaram, mas Iracema era a virgem de Tupã o que tornava o amor deles proibido.

Em uma noite ela levou Martim ao bosque da Jurema onde lhe ofereceu uma bebida que o adormeceu e lhe proporcionou rever em sonhos seus melhores momentos e suas esperanças. Nos seus sonhos chamou por Iracema que se reclinou sobre o estrangeiro, novamente ele a chamou, mas assustada ela o deixou adormecido e foi embora, quando retornava do bosque encontrou-se com Urapuã, o chefe dos guerreiros.

Esse tinha visto o estrangeiro sair com a virgem e agora queria matá-lo acreditando que Iracema havia se entregado ao estrangeiro, ela se opôs dizendo que não permitiria e assim Urapuã jurou matar Martim, e foi embora. Iracema ficou a velar Martim. Ele ao acordar pela manhã encontrou Iracema na entrada do bosque. Ela estava triste, a situação não permitia que eles ficassem juntos, Martim resolveu que o melhor era que ele partisse.

Mas sua vida corria perigo, e por isso Iracema foi à tribo dos pitaguaras, rivais dos tabajaras, ter com o amigo de Martim, Poti o maior guerreiro. Logo ele veio ao encontro de seu amigo para lhe ajudar na fuga. Ouviram Iracema que aconselhou a partida durante a festa da lua das flores, pois ninguém estaria prestando atenção.

Na espera para o dia da festa, Iracema e Martim ficaram juntos e Tupã perdeu sua virgem. Chegado o dia da fuga, Iracema os acompanhou, mas quando já estavam fora das terras dos tabajaras a índia declarou que não podia se separar do estrangeiro e seguir com ele. Estavam adiantados, mas quando os guerreiros tabajaras acordaram seguiram o rastro deles e depois de um tempo os alcançaram, iniciaram uma batalha e Iracema lutou contra os da sua tribo. O cão de Poti guiou os guerreiros da pitaguara que socorreram Martim e Poti e esses saíram vencedores.

Por um tempo a tristeza pertubou Iracema que traíra sua tribo, mas Martim fazia sua alegria. Os três foram caminhando pelas terras dos potiguaras até que chegaram ao mar onde se instalaram. Lá viviam também outros índios, tribos de pescadores mais à margem dos braços do rio e tribos caçadoras mais pra dentro da mata.

Depois de um tempo Martim e Poti foram ter com o grande chefe dos pitiguaras e ali o viram morrer. A alegria agora morava na alma de Iracema, banhava-se com alegria no rio e foi nesse tempo que deu alegria a Martim anunciando a espera de um filho. Martim então se fez grande guerreiro na tribo dos pitiguaras e assim tornou-se um deles recebendo o nome de Coatiabo e festejaram até a manhã.

A alegria morou ainda por muito tempo na cabana, mas em certo tempo a saudade de seus irmãos e da pátria apertou o coração. Martim saía para as batalhas contra os taputingas que, em aliança com Irapuã, vinham combater a nação dos pitiguaras.

Nessas partidas Iracema se entristecia, agora ainda mais por que via nos olhos de seu esposo a saudade que tinha de sua terra natal. Partiu Martim pra nova batalha. Essa contra os guaraciabas. Novamente os pitiguaras venceram e enquanto comemoravam a vitória Iracema deu a luz ao filho Moacir, o filho da dor. Iracema mergulhada numa tristeza profunda passou a esperar por seu esposo com o filho nos braços, por causa da tamanha tristeza ela perdeu o apetite e as forças. Martim regressou e teve com seu filho, a graça de ser pai lhe reacendeu o amor, mas Iracema se enfraqueceu e acabou morrendo. Não tendo mais motivos para se prender àquelas terras o estrangeiro partiu com o filho para sua terra natal, prometou voltar e assim o fez depois de alguns anos. Aquela terra guardava uma amarga saudade, que lhe rendeu abundantes lágrimas que só se findaram quando ele tocou a terra onde repousava sua amada. Martim veio acompanhado de homens de “sua espécie” e um sacerdote de sua religião, fundaram ali a mairi dos cristãos, o fiel amigo Poti que sempre o esperara foi o primeiro a adotar a religião. O Deus verdadeiro chegou àqueles povos, Martim lutou novamente a favor dos pitiguaras e com emoção lembrava os momentos que tivera com Iracema naquelas terras.

LIVRO SOZINHA NO MUNDO - MARCOS REY.


Livro: Sozinha no Mundo.

Autor: Marcos Rey.

Editora: Ática.

Ano de Publicação: 1984.

Personagem principal: Pimpa (Maria Paula), Tio Leonel, a vilâ (assistente social Gertrude)

Gênero: infanto-juvenil – literatura juvenil.

Editora: Ática.

Número de Páginas: 128.

Sinopse - Sozinha No Mundo - (1984) - Marcos Rey

A mãe morreu. O tio Leonel sumiu. A única conhecida perdeu a memória. Pimpa, de 14 anos, acabou de chegar a São Paulo e está completamente só. Mas uma mulher parece estar muito interessada na garota. Por quê? É o que Pimpa pretende descobrir. Até lá, só lhe resta fugir da estranha mulher que a persegue. Mas para onde ir, quando se está sozinha no mundo? Em meio às constantes fugas para escapar de uma mulher misteriosa, Pimpa vai vencendo as dificuldades da vida em uma metrópole. Uma história terna e sensível, de amizade e muita emoção. Pimpa, uma menina de 14 anos perde a mãe quando está se mudando de Serra Azul para São Paulo. Com a morte da mãe ela fica sozinha no mundo e, para aplacar a solidão, precisa encontrar com urgência seu tio Leonel, o único parente que lhe restou. Teria alguém interesse em ajudar a pobre menina? Maria Paula, a Pimpa, mesmo perseguida por uma falsa assistente social, vence as dificuldades de viver só em uma grande metrópole.

Relato breve do livro com a intenção de despertar o interesse dos leitores.

Pimpa é o apelido da menina Maria Paula, que viaja de ônibus de Serra Azul para São Paulo, na companhia de sua mãe e de sua inseparável oncinha de pelúcia, Lila. Durante a viagem, a mãe de Pimpa acaba morrendo e ela, sozinha no mundo, é acolhida pela família de Noel, um rapaz aficionado por cinema e que rodava um filme com sua câmera Super 8, ali mesmo, dentro do ônibus. No decorrer da história, Pimpa passa a ser perseguida por uma falsa assistente social, de nome Gertrude, tenta a todo custo encontrar seu Tio Leonel, supostamente seu único parente vivo, passa por situações de extremo perigo, faz grandes amizades para no fim, descobrir que nem tudo é o que parece ser.


LIVRO SENHORA - JOSÉ DE ALENCAR.

Livro: Senhora.

Autor: José Martiniano de Alencar.

Gênero: Romance.

Ano de Lançamento: 1990.

Editora: L&PM Editores.

Personagens Prinicipais: Aurélia e Fernando.

Coleção: L&PM POCKET, V.79

Número de páginas:297.

Sinopse:

José de Alencar publicou Senhora em 1875, quando o Romantismo vivia já seus últimos anos de glória. Ao lado de Diva e Lucíola, Alencar completa com 'Senhora' a trilogia com que se propôs a traçar "perfis" de mulher. São perfis marcados pela romântica passionalidade de mulheres que movem os romances urbanos de Alencar, ambientados no Rio de Janeiro do Segundo Império. Em 'Senhora', Alencar tematiza o casamento por interesse, envolvendo Aurélia e Fernando num desgaste emocional que instigará o leitor até a situação final dos acontecimentos em nível da paixão humana.

Relatos detalhados da história.

Aurélia Camargo era uma moça pobre, já tinha perdido o irmão e o pai, sua mãe temendo morrer e abandonar a filha desamparada insistia para que ela fosse ficar na janela pra ver se arrumava um casamento. Realizando tal desejo, conseguiu muitos admiradores e um grande e único amor, Fernando Rodrigues Seixas.

Este tinha apenas a mãe e duas irmãs e levavam uma vida pobre, viviam do aluguel de dois ecravos, da costura e da pequena ajuda que Fenando dava com seu emprego público. Frente ao amor de Aurélia lhe pediu a mão em casamento, mas logo desanimara do feito, pois sabia que casando com ela teria uma vida pobre e perderia sua liberdade deixando assim de frequentar a sociedade.

Assim o romance esfriou até que o noivado foi rompido. Fernando aceitou casar-se com Adelaide, pelo menos receberia um dote de trinta mil contos de réis. Nesses tempos o avô paterno de Aurélia lhe apareceu, mas rapidamente veio a falecer quase ao mesmo tempo em que sua mãe, no entanto seu avô lhe havia deixando sua rica herança, agora ela era uma moça rica. Sua tutela foi entregue a seu tio Lemos, que há muito havia cortado as relações com a mãe de Aurélia. Mas ela prefiriu viver em uma casa com D. Firmina uma amiga viúva que a tinha amparado quando ficara sozinha no mundo.

Fernando viajou para Recife na esperança de escapar do casamento. Com sua ausência Adelaide e Dr. Torcato Ribeiro se reaproximaram. Aurélia lhe havia devolvido cinquenta mil contos de réis que a muito lhe devia e assim o pai de Adelaide lhe consentiu a mão da filha. Quando Fernando voltou já estava livre do casamento, foi então que Lemos lhe prôpos casar-se com uma moça em troca de um dote de cem mil contos de réis, ele acabou por aceitar e recebeu um adiantamento de vinte mil contos de réis, depois veio conhecer que a moça era Aurélia. Alegrou-se pois sempre a amara.

Casaram. No quarto de núpcias quando Fernando se declarava Aurélia friamente entregou-lhe o resto do dote e declarou que ele a pertencia, afinal acabara de comprá-lo. Nessas condições passaram a viver um falso casamento, dormiam em quartos separados e sempre se tratavam intimamente com sarcasmo e ironia. Com o decorrer do tempo Fernado se dedicava ao trabalho de servidor público e Aurélia passou por um longo tempo se isolando de todos. Depois de tal isolamento dediou-se a festas, visitas e pequenas reuniões contínuas.

Ao voltarem de um baile quase houve uma reconciliação, no entanto essa não se fez. Então durante uma valsa em um baile próprio, Aurélia desmaiou e acabram ambos sozinhos no quarto dela. Nesse momento quase houve novamente uma reconciliação, mas Fernando sem querer disse palavras que ofenderam a sua esposa. Voltaram para o baile, ainda vivendo em farsas.
Quando o baile acabou cada um foi para seu quarto, Aurélia baseando-se nos recentes acontecimentos concluiu que Fernando realmente a amava, quase foi ao encontro dele, mas precisava ter certeza e abandonou assim a idéia.

Nos dias seguidos Fernando recebeu o diheiro que havia ganhado através de um investimento, pediu para conversar com Aurélia. Após o jantar foram para o quarto dela, ele entregou a ela um cheque com o valor que ela havia pagado pelo dote e mais os outros vinte mil contos de réis, conquistados no trabalho na repartição e pelo lucro do investimento. Declarou-se livre, pois havia lhe devolvido o dinheiro com o qual ela o havia comprado.

Considerando-se dois estranhos despediram-se. Nesse momento Aurélia confessou todo o amor que tinha por Fernando, afirmou que sendo eles agora estranhos o passado havia sido esqueçido e assim podiam viver o amor que sentiam. Fernando ao ouvir tal confisão beijou sua esposa e assim reconcilhiaram-se. Ele de repente hesitou, o dinheiro de Aurélia lhes empedia de amarem-se, ela então pegou em uma gaveta um documento, era seu testamento onde deixava tudo para Fernando, nessas circunstâncias uniram-se no “amor conjugal”.